quarta-feira, 27 de abril de 2016

Lendas Urbanas e Mitos Urbanos

A partir das histórias contidas nos livros de Anna Claudia Ramos e de Alessandra Roscoe, fiz um trabalho com minha turma de quinto ano em que além de escrevem textos individuais e compartilhados no google docs, criaram curtas metragens. Agora, vamos aperfeiçoar nosso trabalho criando textos e roteiros originais para nossos próximos curtas metragens.

As aulas estão mais dinâmicas e os alunos gostam mais de realizar as atividades. Como segunda etapa, os alunos vão organizar seus textos de acordo com as observações que deixei como mensagem para eles no google docs.

Com esse trabalho já foi possível que os alunos se envolvessem com textos narrativos como relato, lendas, mitos e formulário. Será introduzido no trabalho outros gêneros literários, além da oralidade, que será muito utilizada nos curtas e debates em sala de aula.

sábado, 23 de abril de 2016

Escrita individual

Ainda utilizando o mundo digital com meu quinto ano, encaminhei, por e-mail, para eles uma segunda atividade de escrita no google docs, solicitei um breve relato aos alunos de como se sentiram fazendo o trabalho sobre o vídeo e a escrita compartilhada no google docs. Muitos escreveram além do solicitado e falaram das aulas em geral. Após, fiz no google forms um formulário para que respondessem sobre as aulas: suas dificuldades, como foi a organização do trabalho, entre outros.

O trabalho foi bem aceito pela turma, que solicitou que fizéssemos outros trabalhos semelhantes, com novas temáticas.


Aprendendo com nativos digitais


Nas últimas duas semanas, trabalhei com meus alunos utilizando o recurso do editor de texto "google docs". Iniciei contando para os alunos um mito urbano chamado: A sombra do enforcado" de Rosana Rios. Logo solicitei aos alunos que pesquisassem sobre lendas ou mitos urbanos na internet. A partir daí os alunos se reuniram em grupos e discutiram sobre seu textos, escolheram um e fizeram um roteiro de trabalho para realizar um vídeo sobre a história. Criei para eles um documento compartilhado para que pudessem escrever sobre como seria o vídeo que fariam. Todos fizeram seus textos no laboratório de informática da escola, pois muitos não tem internet em casa.

Apresentei para eles o google docs e disse para que mexessem no editor e descobrissem sobre seus recursos. Como nativos digitais que são, mudaram cor da página, mudaram as cores das letras, mudaram tipo de letra, tamanho, mas não fizeram as configurações de parágrafo, e apresentaram dificuldades na escrita ortográfica, e não sabiam como resolver o problema. Mostrei para eles então o recurso apresentado de sugestão de ortografia, e mesmo assim não conseguiam definir qual escrita correta.

Para a próxima aula, que será sobre a correção dos textos, com a leitura de meus comentários, entregarei para eles um dicionário, para auxiliá-los na resolução ortográfica, juntamente com o recurso de sugestões apresentado pelo google.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Drive: google docs com alunos do 5º ano do ensino fundamental

O encontro da literatura com a mídia digital

Este ano tenho uma turma de quinto ano, do ensino fundamental. Nessa idade, as crianças gostam muito de histórias fantásticas, e encontrei o prazer da leitura para meus alunos com as lendas e mitos urbanos.

Primeiramente, li para eles o mito "A sombra do enforcado". Ao leva-los para sala de informática, no período semanal que temos, solicitei a eles que pesquisassem sobre lendas urbanas. Foi um sucesso, logo estavam tão concentrados lendo e discutindo sobre as lendas, que pedi para que escolhessem as lendas que mais tinham gostado e se reunissem em grupos de 4, ou 5 alunos. Em grupos, apresentariam suas lendas para os colegas e escolheriam a que mais gostassem para fazer um filme.

Com isso, pensei em trabalhar com os alunos como fazer roteiros para organizarem seus filmes. E apresentei a proposta de trabalho para eles. Então, logo começou uma discussão, na turma, sobre quem iria na casa de quem. Alguns alunos disseram que seus pais não deixariam ir para casa de colegas, outros disseram que moravam longe, entre outros problemas. Logo, pensei em como solucionar esse problema, e lembrei da ferramenta que utilizamos para fazer trabalhos cooperativos em aula. No início, achei que talvez não daria certo, mas mesmo assim encarei o desafio.

Hoje, criei e-mails com os alunos para que pudéssemos criar uma conta no google docs., para alguns foi bem fácil, para outros um pouco mais difícil, alguns ainda não conseguiram criar seu e-mail, mas, certamente, todos conseguirão, pois estão muito empenhados em conseguir. Já disponibilizei o "doc" para alguns alunos que fizeram sua inscrição e os mesmos já começaram a explorar a ferramenta de escrita. Por hoje, todos adoraram a novidade. Espero que na próxima aula todos consigam iniciar seus trabalhos e que seja um sucesso essa tarefa.

terça-feira, 29 de março de 2016

Humanização na Educação

No último dia 15 de março, participei de uma palestra do prof. Dr. Cesar Nunes, da UNICAMP, em que ele abordou o tema HUMANIZAÇÃO da educação. Tema extremamente relevante para os dias atuais, embora tão antigo no âmbito escolar. Mas, por que atual e antigo?

Ao longo do semestre, estudamos na disciplina de História da Educação que o sistema de ensino foi criado para os filhos dos nobres. Os encarregados por ministrar o ensino eram os padres católicos, que tinham a intenção de arrecadar mais seguidores para sua igreja. Porém, os filhos dos pobres não tinham direito ao estudo, mas os padres viram ali uma possibilidade de aumentar os seguidores de sua igreja e abriram as portas da escola para eles.

Com o passar dos anos, os governos começaram a se preocupar em organizar uma sociedade mais homogênea, formando cidadãos que estivessem preparados para atuar conforme as expectativas do governo e da aristocracia. Pensando na evolução da educação, para as classes populares, isso foi bom, tendo em vista que para muitas crianças foram abertas oportunidades de desenvolvimento, que antes não existia.

A palestra do professor Nunes foi uma retrospectiva das aulas de história, em que foram abordados os temas vivenciados por ele nas várias etapas do desenvolvimento da educação. E seu principal foco foi mostrar aos professores presentes que a afetividade proporciona uma grande influência na aprendizagem de uma criança. E também a forma do professor ensinar seus alunos, demonstrando e oportunizando conhecimento através da valorização do conhecimento de mundo da criança e respeitando suas vivências pode contribuir de forma positiva e significativa para o desenvolvimento do estudante.

Enquanto escutava a palestra, refletia sobre as disciplinas estudadas no semestre passado, revivi nas palavras do palestrante os estudos feitos do texto "Maquinaria Escolar" e os textos e vídeos de Emília Ferreiro na disciplina de Fundamentos da Educação. Trouxe todas essas informações para meu cotidiano de aula, e percebi que utilizo muitos dos recursos discutidos, como a afetividade e o respeito pela criança, pelo seu direito de aprender e meu dever de ensinar.

A evolução da educação está diretamente ligada a evolução da sociedade dos estudos realizados pelos docentes e discentes.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Evolução na Educação

De acordo com estudos realizados neste semestre, foi possível perceber que há muito ainda para a escola evoluir, mas acredito: estarmos no caminho certo. No município em que trabalho há um razoável investimento na formação dos profissionais, há um engajamento com as propostas do governo federal, no que tange a formação dos professores e programas oferecidos de leitura e literatura. Geralmente, os programas oferecidos pelo governo apresentam resistência por parte dos professores até sua familiarização e conhecimento, logo passa a fazer parte do cotidiano de cada um.

Podemos observar o PNAIC, que foi muito criticado pelos professores de nosso município, mas agora faz parte do plano dos professores sua utilização. Percebeu-se que a partir da troca de experiência e novas aprendizagens os professores sentem-se menos sozinhos em sala de aula. E, consequentemente, trata-se de uma evolução no trabalho do magistério. A preocupação do governo com as metodologias de ensino e as formas como o aluno aprende fazem parte do desenvolvimento da educação, e a transmissão dessa preocupação para o grupo de professores é uma grande vitória. Coloco nestes termos, porque é importante que o professor reflita sobre sua prática, para que haja uma evolução do mesmo.

Retornando a um assunto, que já havia comentado em minha postagem anterior, pensava-se anteriormente que os alunos que não aprendiam precisavam repetir o ano de estudos para desenvolver aquilo que não haviam conseguido aprender durante o ano letivo. Até bem pouco tempo eu também acreditava nisto. Agora, percebo que é necessário levar o aluno a descobrir sua melhor forma de aprender determinado assunto, por isso começo a acreditar que duzentos dias letivos não são suficientes para desenvolver o conhecimento. Alguns alunos, necessitam de mais tempo, ou mais estudos relacionados a determinada disciplina e assim poderem se desenvolver melhor. Vejamos um aluno que estudou os princípios da divisão, mas não conseguiu consolidar sua aprendizagem, por que repetir o ano todo, todas as disciplinas novamente se o que ele necessita são mais horas de envolvimento com a matemática?

Bem,a disciplina de Escolarização, espaço e tempo na perspectiva histórica, juntamente com outras disciplinas trouxeram esse outros questionamentos referentes ao desenvolvimento da educação no Brasil.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Ler e escrever, um ato de coragem

A criança precisa de interação com o mundo da escrita para se apropriar dela e da leitura. A formulação de hipóteses e a possibilidade de compartilhar descobertas é imprescindível para o evolução do cognitivo da criança. Os níveis de desenvolvimento da alfabetização auxiliam muito os professores na preparação de atividades para desafiar os alunos em cada nível que se encontram. A revolução na alfabetização  proporcionada por Emília Ferreiro demonstra uma mudança de concepção no ato de aprender, o que se pensava que era erro da criança, passa a ser hipóteses de escrita e visualização de seu progresso.

Este ano pude perceber em alunos de 5º ano uma evolução significativa com relação a leitura e escrita. Ao longo do ano, li para meus alunos histórias que eram de seu interesse, passagens da bíblia, mensagens reflexivas, histórias infantis como "Alice no país das maravilhas" entre outras. Isso despertou nos alunos a vontade de pegar livrinhos na biblioteca para ler, outro incentivo foi a leitura feita pela professora da biblioteca, do livro "Lendas Urbanas", de Rosana Rios. Percebi que os alunos ainda não conseguiam escolher sozinhos suas leituras, mas estão no caminho para tornarem-se leitores competentes.

De acordo com Emília Ferreiro é necessário que os alunos tenham contato com a leitura e a escrita para despertar seu interesse, as estratégias utilizadas, ao longo do ano, serviram de incentivo para os alunos. Ainda é necessário que os mesmos consigam escolher suas leituras com mais autonomia, mas estão despertando para esse ato.

Postagens de 2018/2

Mudar é preciso, evoluir faz parte da nossa condição humana As postagens realizadas neste último semestre, já estão vinculando prática ...