quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Projetos de Aprendizagem


Trabalhar mais de um conteúdo em uma disciplina não é novidade. Muitas são as vezes que os alunos perguntam:

- É português professora?

- Não, história? - Geografia! - Ciências!... E por aí segue. Tem texto, os alunos pensam que é português.

E que tal se os alunos propusessem o tema de sua aprendizagem?

Todos pensaram que enlouqueci. Agora os professores não querem mais dar aulas, vão deixar os alunos decidirem o que querem aprender.

Sim e não. Através dos Métodos Globalizados de Ensino, os professore seriam orientadores dos alunos que através de uma pesquisa orientada desenvolveriam um projeto. Essa metodologia é conhecida como Projetos de Aprendizagem. Cada aluno escolhe um tema para estudar e desenvolve alumas metas.


  1. Meta 1: Questões a serem estudadas; necessidades encontradas; hipóteses levantadas; objetivos a serem alcançados.
  2. Meta 2: Justifiativa - por que essa pesquisa é importante; 
  3. Meta 3: Desenvolvimento da pesquisa;
  4. Meta 4: Cronograma.
Trabalhei com meus alunos desta forma neste último trimestre, não foi fácil, mas não é impossível. Contudo é necessário muito empenho do professor em relação aos cuidados com a pesquisa que o aluno está realizando, com o processo de desenvolvimento do trabalho, atenção especial com os alunos que não conseguem desenvolver as atividades é trabalho diário e incentivo constante. 

Venci a aplicação das metas, mas não houve a pronfundidade de conteúdo que eu esperava no tema desenvolvido pelos alunos. Ainda é preciso mais envolvimento tanto dos alunos, quanto de suas famílias nas pesquisas, pois esse apoio é fundamental.

Referência

Vidiella, Antoni Zabala. La práctica educativa. Cómo enseñar. 1º ed. Editorial Graó / Colofón, noviembre 2006.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Reflexão

Um Professor Faz a Diferença



Pensar de forma mais profunda sobre as postagens que já fizemos, remete também a repensar essas postagens. Fiz uma clara reflexão acerca da teoria sobre o que significa etnocentrismo, mas não trouxe essa reflexão para dentro de minha sala de aula, para meu papel de professora. E esse é o papel do blog fazer uma reflexão acerca da teoria em minha prática, minha reflexão foi mais ampla, pensando sim nas ações diárias. Contudo, e em meu trabalho onde tenho que serguir as normas estabelecidas como isso se dá?

Para complementar minha análise reflexiva, penso que muitas vezes, queremos que nossos alunos façam as atividades e sigam as regras que foram determinadas por nós, aprendam de acordo com nossos valores, nossas verdades e quando eles não aceitam, são taxados de mal educados, desordeiros, entre outros adjetivos. Acredito que a escola deva ser um lugar multicultural, com pluralismo de ideias, em que as pessoas sejam capazes de conversar e chegar a ponto que seja um bem comum para todos. Todos devem participar das decisões, pois a escola deve ser um local que estimule a participação democrática, extinguindo assim a visão etnocêntrica de poder.



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Reflexões sobre o primeiro semestre

Como entender o que se deve fazer?


Primeiramente, quando recebi a notícia de que devira criar um Blog, fiquei muito assustada, pois nunca tinha feito um blog e achava que tinha muitas ferramentas para domimar. Não tinha compreendido muito bem o que deveria escrever, primeiro achei que era um diário de aula, então tudo que acontecia na aula e eu achava relevante escrevia no blog. Depois o professor explicou que não, estavam ocorrendo algumas confusões. Deveríamos escrever, no blog, sobre o que estávamos estudando, as vivências em nossas escolas,  elementos que achássemos importantes e relevantes do nosso dia-a-dia. Neste ínterim, escrevi mais algumas postagens, muitas similares aos trabalhos realizados para as interdisplinas, pois não via porquê fazer dois textos para o mesmo fim. Poucas eram as postagens sobre minha escola e meus alunos, pois não tinha hábito de fotografar minhas atividades e muito menos de guardá-las na nuvem.

Muitas foram as vezes que coloquei postagens de vídeos de especialistas falando sobre educação, sobre o trabalho de colegas, sobre cursos que estava fazendo, mas sem apresentar meu crescimento profissional em relação a tudo que estava fazendo. Demorou muito para compreender como fazer o blog e mesmo após saber o que fazer, muitas foram as vezes que não consegui apoiar meu trabalho no conteúdo teórico. As referências que faço estão relacionadas as postagens do mês de abril de 2015, todas têm a mesma estrutura, são publicações que falam sobre assuntos voltados para educação, mas que não estão de acordo com meu contexto diário e direto de sala de aula, não fazem parte da minha experiência, e sim de outrem.





segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Olhos para o blog

Está no hora de começar a revitalizar as atividades feitas ao longo do curso. Inicialmente, pensei por que isso? Muitas coisas já mudaram desde o início até agora, mas olhar para o passado faz parte da nossa trajetória para aperfeiçoar o futuro.

Creio que ao começar a remexer nas postagens passadas verei muita coisa que discordarei, verei o crescimento do meu trabalho, contudo inicio fazendo uma reflexão acerca dos tutores, que nem sempre deixam mensagens orientando sobre nossa escrita, se a mesma está adquada, se falta algo, ou sugestões para melhorar a escrita. ao longo do curso isso foi o que mais senti falta, a resposta dos professores em relação ao meu trabalho. Por muitas vezes isso foi o que fez com eu atrasasse minhas atividades, pois como estou estudando na disciplina de criatividade é preciso motivação para ser criativo, e não senti muito isso ao longo das postagens do blog.

Espero que futuramente, eu possa ter mais tempo para me dedicar ao trabalho do blog e PBworks, pois não pretendo encerrá-los.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Aquisição da Linguagem


Linguagem: sua aquisição é igual para toda criança?



A linguagem é uma ferramenta social de contato. De acordo com Correa (1999), o ser humano parte de um estado que não possui expressão verbal, para incorporação informal da língua da sua comunidade nos primeiros anos de vida. Então, pensei em como uma criança com autismo poderia vir a adquirir a linguagem. Trabalho como professora de apoio de um aluno com autismo leve, e desde o início do ano venho tentando fazer com que ele desenvolva sua fala, que é extremamente restrita. Ao ler que o processo de aquisição da linguagem apresenta um padrão de desenvolvimento comum em diferentes indivíduos, resolvi estimular a fala deste aluno.

De acordo com Skinner para uma criança desenvolver a linguagem depende do ambiente em que está inserida, assim o estímulo-resposta-reforço faz parte de sua teoria. Já Chompsky acredita que todo ser humano tem uma gramática universal (GU) que é inata, independente do estímulo do ambiente. Pensar em aquisição voltada para o condicionamento, ou para a aquisição inata de forma individual não apresenta consenso entre os estudiosos. A teoria de Piaget, cognitiva construtivista, apresenta dados que desenvolve a linguagem através de uma inteligência completa, em que o indivíduo interage com o meio, com o objeto e a cultura. De acordo com Piaget é necessário desequilíbrio-assimilação-acomodação-equilíbrio para que haja aprendizagem. 

Primeiramente, utilizei a teoria de Skinner, com estímulo-resposta-reforço para conseguir que meu aluno expressasse oralmente algumas palavras de seu cotidiano escolar, pois seu aparelho fonador não revela problemas biológicos. Diariamente, falava repetidas vezes o nome dos objetos para ele. Estes objetos são necessários para seu dia-a-dia como sentar, lanche, água, xixi, entre outras. Obtive sucesso em algumas delas, mas ainda estamos trabalhando no desenvolvimento da fala. Contudo, ele compreende perfeitamente bem as orientações expressas oralmente. Estamos traçando novas atividades para seu desenvolvimento oral. Para meu aluno esta teoria pareceu bem válida, mas acredito que com o tempo e o desenvolvimento ele vá precisar de mais do que apenas estímulo e resposta.


Referências

Correa, Letícia Maria Sicuro. Aquisição da Linguagem: Uma Retrospectiva dos Últimos Trinta Anos. D.E.L.T.A., Vol. 15, nº Especial, 1999.

Montoya, Adrián Oscar Dongo. Pensamento e Linguagem: Percurso Piagetiano de Investigação. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 11, p. 119-127, jan/abr. 2006.

Centros de Interesse

Multidisciplinariedade e Desenvolvimento Global

Ovide Decroly


Estudiosos da Educação buscam por teorias voltadas ao auxílio do processo de ensino/aprendizagem e desenvolvimento infantil. Teorias pedagógicas são fontes de respostas às dúvidas e questionamentos sobre o ensinar/aprender. De acordo com Cinel (2004), Decroly realizou estudos sobre a psicologia infantil relacionados ao desenvolvimento da criança e preservação de sua liberdade. Em seus estudos, Decroly (apud Cinel, 2004), considera a vida mental de um indivíduo como uma unidade, por isso, sua concepção de estudos esteja voltada para multidisciplinariedade, sem compartimentação de disciplinas.

Os Centros de Interesse surgiram das necessidades da criança e sua realidade próxima. A alimentação, o clima, o desenvolvimento, a defesa contra perigos e inimigos são fatores que influenciaram a teoria de Decroly (Cinel, 2004). A definição de Amato (apud Cinel, 2004) define os Centros de Interesse da seguinte forma: "são agrupamentos de conteúdos e atividades educativas realizadas em torno de temas centrais de grande significado." 

As vantagens em relação a essa teoria estão ligadas a observação, associação e expressão realizada sobre a realidade do aluno, coleta de dados para levantar hipóteses de aprendizagem, construção de noções de aprendizagem que deveriam fluir sobre todo processo de ensino. Os professores então, devem estar atentos a formulação de objetivos, indicando estratégias para bons resultados, conteúdos relacionados as diferenças individuais e situações de experiência que desafiem a criança na participação ativa das atividades.

Centros de Interesse

 Referências

CINEL, Nora Cecília Bocaccio. Centros de Interesse: Estratégia utiliza multidisciplinaridade para o desenvolvimento global. Revista do Professor, Porto Alegre, n. 20 (78): 32-36, abr./jun., 2004.


sábado, 21 de julho de 2018

Consciência Fonológica

O que é consciência fonológica?

Ao buscar por atividades para realizar com alunos do quinto ano do Ensino Fundamental, fiquei me questionando se os mesmos já não teriam sua consciência fonológica construída, então, como as crianças criam essa consciência?

É na decisão da utilização da grafia que percebemos essa conscientização dos alunos, nas suas dúvidas e questionamentos referentes ao uso das letras. Assim, de acordo com Capovilla &Capovilla (apud Ávila, 2018), a consciência fonológica refere-se tanto à consciência de que a fala pode ser segmentada quanto à habilidade de manipular tais segmentos, e se desenvolve gradualmente à medida que a criança vai tomando consciência do sistema sonoro da língua, ou seja, de palavras, sílabas e fonemas como unidades identificáveis 

Compreender que os sons da fala estão diretamente ligados as letras do alfabeto e que sua união resultam em sons que expressam nossas emoções e necessidades resultando na comunicação, seja oral ou escrita, é passo fundamental para o desenvolvimento fonológico. De acordo com Fernandes e Rosado é necessário estar atento a alguns sinais que podem auxiliar no desenvolvimento da criança:

Sinais de alerta
Pré- Escolar:
• Fala tardia
• Linguagem muito infantil (falar “à bebé”)
• Dificuldades em pronunciar corretamente palavras
• Dificuldades em aprender e decorar canções, rimas e lengalengas
• Antecedentes familiares de fala tardia ou alterações na linguagem e fala
1º Ano de escolaridade:
• Dificuldades em detetar e discriminar os sons da língua (por exemplo quando a criança ouve “faca” e “vaca”, não identifica diferenças).
• Dificuldades em dividir palavras em sílabas e fonemas
• Dificuldades em associar as letras aos seus sons (por exemplo a letra S lê-se “ésse”).
• Dificuldades na leitura de sílabas e palavras, especialmente palavras complexas ou pouco usuais no seu dia-a-dia.
• Erros ortográficos no processo de escrita.


REFERÊNCIAS

FERNANDES, Iris. ROSADO, Sónia. O que é a Consciência Fonológica?  Disponível em: http://www.itad.pt/problemas-escolares/consciencia-fonologica/ Acessado em 21/7/2018.

ÁVILA, Ivany Souza. Consciência fonológica e a aquisição da linguagem. Disponível em https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2457722/mod_resource/content/1/aula%20de%20consciencia%20fonologica%20completa.pdf Acessado em 21/07/2018.

Postagens de 2018/2

Mudar é preciso, evoluir faz parte da nossa condição humana As postagens realizadas neste último semestre, já estão vinculando prática ...