domingo, 1 de outubro de 2017

Atendimento Educacional Especializado

Ao estudar sobre a história da luta dos deficientes em garantir seus direitos como cidadãos brasileiros percebi que essas pessoas sofrem com a desigualdade e preconceito. E pior, são vistas como pessoas que incomodam quando solicitam o simples direito de ir e vir, como qualquer cidadão comum. A Constituição de 1988 garantiu aos portadores de necessidades especiais garantias diversas, entre elas o direito a educação, preferencialmente no ensino regular. Essas pessoas não estão pedindo tratamento especial, mas o direito a cidadania como qualquer pessoa comum. Contudo para que isso ocorra é necessário algumas adaptações, que também foram garantidas em lei. Porém, não se constata a eficácia dessas leis, pois muitas pessoas portadoras de necessidades especiais são privadas de seus direitos quando não há acessibilidade.

Em uma escola X, há alunos que tem mobilidade limitada, e mesmo assim a biblioteca, o laboratório de informática, a sala de multimídia ficam no segundo e terceiro andares da escola. Esse aluno perde o direito de utilizar esses espaços e frequentemente é excluído das atividades, permanecendo na sala de aula com sua professora de apoio. Estamos no século XXI, e ainda acontecem esses episódios de exclusão. A escola permanece um local de exclusão, mesmo com tantas leis que garantam os direitos dessas pessoas. O que fazer com relação a estes problemas? É necessário minimizar esse rígido sistema e garantir o acesso e permanência de todos na escola.


Epistemologias Críticas

Pergunto-me o que faz de um professor, um bom professor?
Como vou saber se meu trabalho com alunos é significativo?
Será que ministrei uma boa aula, ou eu deveria ter dado simples exercícios de fixação para que estejam preparados para as aulas do 6º ano?

Perguntas assim tiram meu sono muitas vezes. Na última reunião para atualização do PPP de uma das escolas em que trabalho, meu colegas optaram por seguir o modelo tradicional de aprendizagem. Sendo assim, fico questionando minhas habilidades como professora. O empirismo nos diz que os alunos aprendem através da transmissão do conhecimento pelo professor, que é o detentor do saber e tem a obrigação de ensinar. Contudo, o que devemos ensinar aos alunos que eles não consigam encontrar na internet com apenas um toque na tela?

Acredito que seja necessário construir a aprendizagem com meus utilizando todos os recursos que tenho disponíveis e um deles muito importante é a tecnologia. Aprender a utilizar a internet e suas inúmeras possibilidades é um grande avanço nas aulas regulares e presenciais. Entretanto, os conteúdos curriculares estão batendo a nossa porta, e as provas de seleção para o ensino médio ainda estão voltadas para o conteudismo. Então, de que forma vou mudar minhas aulas se a escola tradicional cobra constantemente índices de desenvolvimento e seleção? Desde que passei pelo Ensino Fundamental, e isso faz um bom tempo, os conteúdos programáticos da escola ainda são os mesmos. O que isso significa realmente?

Se formos pensar na modelo pedagógico do apriorismo, em que os alunos aprendem através de estímulos, com a mínima interferência do professor, e suas próprias ações veremos outra falência. Porque aqueles que tiverem auxílio e conseguirem despertar seu conhecimento irão adiante e os demais serão classificados como inaptos para aprender. Então, aqui temos outro exemplo de seleção, aqueles que conseguirem aprender o que está designado para ser aprendido segue adiante, os demais ficam para trás. Ou seja, há outro padrão estruturado, que certamente está voltado para o conteudismo.

A escola continua a mesma, como preparar criticamente os alunos para atuarem através de suas construções e experiências com uma escola tão retrógrada?
Tenho um dilema em minha vida. Certa vez, uma colega disse que eu "privava as crianças de aprender", como se faz isso, em uma escola tradicional? Como se priva alguém de aprender? Num universo de tantos estímulos é capaz de uma criança não aprender? Piaget diz que a aprendizagem transforma o sujeito. Acho que acabo de me transformar em um questionário ambulante.
 

 

 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Aprendizagens que fazem a diferença

Quando tive que responder ao questionamento sobre: "O que é aprender?" percebi que, quando aprendemos algo, instintivamente colocamos em prática. Eu estou aprendendo a utilizar várias ferramentas de trabalho na internet, no curso de Pedagogia e em alguns cursos que faço EAD. Sempre pensei que precisávamos de um professor do outro lado da linha para podermos aprender, porém, ultimamente descobri que não é necessário, não da forma como estamos acostumados.

Comecei a fazer vários cursos EAD:
  1. Criação de videoaulas;
  2. HTML: Introdução ao Desenvolvimento de Páginas Web;
  3. Professor EAD;
  4. Tecnologia de Informação e Comunicação em Espaços Escolares.
Estes cursos, juntamente com a graduação, vem ampliando minhas possibilidades de trabalhar de forma diferenciada com meus alunos. Ultimamente, venho trabalhando mais com pesquisas e construção do conhecimento através de diálogos em sala de aula, utilização da web, apresentação oral, blog, google docs, entre outros.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais

O estudo voltado aos alunos com necessidades especiais é algo novo no Brasil, porém essa luta é muito antiga. De acordo com Rodrigues (2008), desde o início dos tempos as crianças que eram portadoras de deficiência eram abandonadas por suas tribos, deixadas para morrer, porque devido a necessidade de sobrevivência da época as pessoas deveriam ser capazes de contribuir com sua tribo e se não tivessem nada para dar em troca para sua comunidade, não eram bem vindos.

Com a chegada do cristianismo, essa mentalidade mudou e as pessoas passaram a abandonar suas crianças em centros religiosos para que as mesmas fossem cuidadas por monges e freiras. Havia inclusive locais determinados para o abandono, assim não corriam o risco de ir para o inferno. Quando a deficiência era mental essas pessoas eram escondidas em casa, ou iam para circos. Rodrigues (2008) afirma ainda que somente na Idade Moderna as deficiências foram vistas como problema médico e a partir daí iniciaram-se estudos para os casos e a escola passou a ser o local para essas pessoas.

No Brasil, a partir do século XVIII começaram os primeiros movimentos em relação aos deficientes. Mas foi no século XIX que criaram o Instituto Benjamin Constant para a educação de cegos e a partir daí as demais pessoas portadoras de necessidades especiais passaram a ser percebidas. Contudo, não tinham voz suficiente para suas reivindicações, somente a partir do século XX que as APAEs iniciaram atividades no Brasil. E foi nos anos 70 e 80 que houve a maior movimentação em relação aos direitos de igualdade e cidadania para os portadores de necessidades especiais.

Entretanto, nem tudo são flores, as leis existem, mas sua aplicação não corresponde ao esperado. Ainda hoje, já no século XXI, essas leis não são cumpridas, deixando várias crianças fora da escola, ou em condições precárias.

Gostaria de ressaltar uma frase que ouvi de um entrevistado no vídeo Políticas Públicas para Portadores de Necessidades Especiais:

"Não sou só eu que sou deficiente, o ambiente também é, porque se não fosse, minha deficiência não seria percebida." (Lúcio Coelho David)

Referências:

História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil

https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=oxscYK9Xr4M acessado em 08/09/2017

Rodrigues, Olga Maria Piazentin Rolim. Educação especial: história, etiologia, conceitos e legislação vigente / Olga Maria Piazentim Rolim Rodrigues, Elisandra André Maranhe. In: Práticas em educação especial e inclusiva na área da deficiência mental / Vera Lúcia Messias Fialho Capellini (org.). – Bauru: MEC/FC/SEE, 2008. 

domingo, 3 de setembro de 2017

ESTAMOS DE VOLTA



Estamos iniciando um novo semestre cheio de desafios e práticas inovadoras. As disciplinas estão voltadas as questões sociais, psicológicas e com deficientes e portadores de necessidades especiais. Acredito que o semestre será de importância significativa para mim, porque trabalho com alunos de inclusão, sou professora de apoio em um dos municípios que trabalho. Espero compreender melhor esse processo de inclusão para poder lutar de forma mais efetiva por meus alunos.

As disciplinas que serão desenvolvidas no semestre serão:

  • O Desenvolvimento no Enfoque da Psicologia II;
  • Educação de Pessoas com Necessidades educacionais Especiais;
  • Seminário Integrador VI;
  • Questões Étnicos-Raciais na Educação: Sociologia e História;
  • Filosofia da Educação.
Na primeira aula de Seminário Integrador VI, já pudemos perceber um pouco sobre o as questões sociais que trataremos ao longo do semestre. Iniciamos um trabalho que desenvolveremos nas aulas da disciplina.

O preconceito: muitas vezes as pessoas têm preconceito, mas não sabem, porque ele está enraizado em nossa sociedade de tal forma que não o percebemos.

Que venham os novos desafios e novas aprendizagens!


domingo, 6 de agosto de 2017

Enfim, Férias!!!!!


BOAS FÉRIAS

Terminamos mais um semestre com muito sucesso e realizações. A apresentação do Workshop foi um sucesso e os trabalhos dos colegas ficaram muito bons. Gostei muito das atividades deste semestre, aprendi muito. O mais importante foi a compreensão que o trabalho em grupo é muito gratificante, quando há o empenho de todos os colegas as aprendizagens são das mais diversas e eficazes.


Que venha o Eixo VI!!

Postagens de 2018/2

Mudar é preciso, evoluir faz parte da nossa condição humana As postagens realizadas neste último semestre, já estão vinculando prática ...