terça-feira, 29 de março de 2016

Humanização na Educação

No último dia 15 de março, participei de uma palestra do prof. Dr. Cesar Nunes, da UNICAMP, em que ele abordou o tema HUMANIZAÇÃO da educação. Tema extremamente relevante para os dias atuais, embora tão antigo no âmbito escolar. Mas, por que atual e antigo?

Ao longo do semestre, estudamos na disciplina de História da Educação que o sistema de ensino foi criado para os filhos dos nobres. Os encarregados por ministrar o ensino eram os padres católicos, que tinham a intenção de arrecadar mais seguidores para sua igreja. Porém, os filhos dos pobres não tinham direito ao estudo, mas os padres viram ali uma possibilidade de aumentar os seguidores de sua igreja e abriram as portas da escola para eles.

Com o passar dos anos, os governos começaram a se preocupar em organizar uma sociedade mais homogênea, formando cidadãos que estivessem preparados para atuar conforme as expectativas do governo e da aristocracia. Pensando na evolução da educação, para as classes populares, isso foi bom, tendo em vista que para muitas crianças foram abertas oportunidades de desenvolvimento, que antes não existia.

A palestra do professor Nunes foi uma retrospectiva das aulas de história, em que foram abordados os temas vivenciados por ele nas várias etapas do desenvolvimento da educação. E seu principal foco foi mostrar aos professores presentes que a afetividade proporciona uma grande influência na aprendizagem de uma criança. E também a forma do professor ensinar seus alunos, demonstrando e oportunizando conhecimento através da valorização do conhecimento de mundo da criança e respeitando suas vivências pode contribuir de forma positiva e significativa para o desenvolvimento do estudante.

Enquanto escutava a palestra, refletia sobre as disciplinas estudadas no semestre passado, revivi nas palavras do palestrante os estudos feitos do texto "Maquinaria Escolar" e os textos e vídeos de Emília Ferreiro na disciplina de Fundamentos da Educação. Trouxe todas essas informações para meu cotidiano de aula, e percebi que utilizo muitos dos recursos discutidos, como a afetividade e o respeito pela criança, pelo seu direito de aprender e meu dever de ensinar.

A evolução da educação está diretamente ligada a evolução da sociedade dos estudos realizados pelos docentes e discentes.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Evolução na Educação

De acordo com estudos realizados neste semestre, foi possível perceber que há muito ainda para a escola evoluir, mas acredito: estarmos no caminho certo. No município em que trabalho há um razoável investimento na formação dos profissionais, há um engajamento com as propostas do governo federal, no que tange a formação dos professores e programas oferecidos de leitura e literatura. Geralmente, os programas oferecidos pelo governo apresentam resistência por parte dos professores até sua familiarização e conhecimento, logo passa a fazer parte do cotidiano de cada um.

Podemos observar o PNAIC, que foi muito criticado pelos professores de nosso município, mas agora faz parte do plano dos professores sua utilização. Percebeu-se que a partir da troca de experiência e novas aprendizagens os professores sentem-se menos sozinhos em sala de aula. E, consequentemente, trata-se de uma evolução no trabalho do magistério. A preocupação do governo com as metodologias de ensino e as formas como o aluno aprende fazem parte do desenvolvimento da educação, e a transmissão dessa preocupação para o grupo de professores é uma grande vitória. Coloco nestes termos, porque é importante que o professor reflita sobre sua prática, para que haja uma evolução do mesmo.

Retornando a um assunto, que já havia comentado em minha postagem anterior, pensava-se anteriormente que os alunos que não aprendiam precisavam repetir o ano de estudos para desenvolver aquilo que não haviam conseguido aprender durante o ano letivo. Até bem pouco tempo eu também acreditava nisto. Agora, percebo que é necessário levar o aluno a descobrir sua melhor forma de aprender determinado assunto, por isso começo a acreditar que duzentos dias letivos não são suficientes para desenvolver o conhecimento. Alguns alunos, necessitam de mais tempo, ou mais estudos relacionados a determinada disciplina e assim poderem se desenvolver melhor. Vejamos um aluno que estudou os princípios da divisão, mas não conseguiu consolidar sua aprendizagem, por que repetir o ano todo, todas as disciplinas novamente se o que ele necessita são mais horas de envolvimento com a matemática?

Bem,a disciplina de Escolarização, espaço e tempo na perspectiva histórica, juntamente com outras disciplinas trouxeram esse outros questionamentos referentes ao desenvolvimento da educação no Brasil.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Ler e escrever, um ato de coragem

A criança precisa de interação com o mundo da escrita para se apropriar dela e da leitura. A formulação de hipóteses e a possibilidade de compartilhar descobertas é imprescindível para o evolução do cognitivo da criança. Os níveis de desenvolvimento da alfabetização auxiliam muito os professores na preparação de atividades para desafiar os alunos em cada nível que se encontram. A revolução na alfabetização  proporcionada por Emília Ferreiro demonstra uma mudança de concepção no ato de aprender, o que se pensava que era erro da criança, passa a ser hipóteses de escrita e visualização de seu progresso.

Este ano pude perceber em alunos de 5º ano uma evolução significativa com relação a leitura e escrita. Ao longo do ano, li para meus alunos histórias que eram de seu interesse, passagens da bíblia, mensagens reflexivas, histórias infantis como "Alice no país das maravilhas" entre outras. Isso despertou nos alunos a vontade de pegar livrinhos na biblioteca para ler, outro incentivo foi a leitura feita pela professora da biblioteca, do livro "Lendas Urbanas", de Rosana Rios. Percebi que os alunos ainda não conseguiam escolher sozinhos suas leituras, mas estão no caminho para tornarem-se leitores competentes.

De acordo com Emília Ferreiro é necessário que os alunos tenham contato com a leitura e a escrita para despertar seu interesse, as estratégias utilizadas, ao longo do ano, serviram de incentivo para os alunos. Ainda é necessário que os mesmos consigam escolher suas leituras com mais autonomia, mas estão despertando para esse ato.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O que é reprovar? Até quando serguir em frente?

Nestes últimos dias venho pensando no tema reprovação, acho que tem a ver com as questões de final de ano. Pensar no que fiz o ano todo e na forma como me esforcei para realizar as atividades. Refletir sobre nossos atos não é fácil, o tempo nos sucumbe, sentimo-nos afogados em tantos afazeres, que muitas vezes não damos conta, então começamos a pensar até que ponto vale a pena? Ou ainda melhor, por que não reprovar, ou por que reprovar...

Será que fizemos tudo que estava ao nosso alcance durante o ano, será que o fato de internalizar é difícil, ou fato de internalizar e conseguir demonstrar aos outros o que define nossa aprendizagem? Sinceramente, não sei. Sou melhor falando do que escrevendo, ou melhor observando do que falando, ou simplesmente não me encaixo?

Realmente este semestre mudou meu pensamento. Até então, pensava que reprovar poderia ser uma coisa boa, por que não, repetir algo para acrescentar e fortalecer nosso conhecimento, esse era meu pensamento. Nunca parei para pensar em como poderia ser difícil para alguns parar e pensar, até agora. Ao iniciar essa faculdade, achei que estaria mudando o rumo de minha história, estudaria como quisesse e faria as provas que estariam disponíveis para mim, na internet. Comentaria, tudo mecanicamente, como na escola normal. Foi quando me deparei com a reprovação de minha filha e de três dos meus alunos. E minha possível reprovação.

Não havia entendido até agora o sentido da reprovação. Ver minha filha estudando, indo para escola, lendo em casa, fazendo as atividades, indo aos reforços, e no fim REPROVADA. O professor me diz: "Ela está mais interessada no social do que nos estudos!", não consigo acreditar nessa afirmativa, pois acompanhei seu esforço durante o ano. Então comecei a me questionar, por que o professor Crediné busca em nós até a última gota da força que nos move. Não sei se é a resposta, mas acredito mais do que nunca que é preciso mudar esse pensamento de que o aluno não aprende. Aprende, mas não responde da forma que queremos. Responde através de movimentos, de modificações em sua rotina, essa é a essência da apresentação, do dizer por que  e o que aprendemos.

O pouco que estudei sobre Freud me fez refletir sobre como pensa o ser humano, e achei os mecanismos de defesa incríveis. Pude perceber vários deles em mim, e nos meus alunos. Parar e escrever é que ainda não é um hábito meu, mas estou me organizando para isso. As mudanças são paulatinas, contudo estão acontecendo.  Entretanto, até que ponto devemos relacionar a reprovação com a falta de aprendizagem? Acredito que tem algo mais além disso. Fazer de novo o que não aprendeu, pode ser uma alternativa, e muitas vezes não é necessário um ano inteiro para isso, apenas mais tempo. Contudo, é tarefa do aluno se organizar, mas quanto tempo é necessário para que o aluno aprenda a se organizar?

Dois de meus alunos repetentes, simplesmente deixaram de frequentar a aula, e outro deles a partir do momento que se afeiçoou a mim, quis estudar o máximo que podia para passar de ano, porém não evitei sua reprovação. Pergunto-me agora, o que fiz por ele esse ano todo que somente agora consegui despertar nele o interesse em estudar? Por que não o observei mais de perto ao longo do ano, para poder ajuda-lo da melhor forma possível. Sinto-me REPROVADA com relação a ele. Não sei o que fazer, nem como agir. No entanto, aprendi que devo mudar caminhos, dar um passo para trás para poder continuar em frente. Como disse, Freud me ensinou que tudo tem um porquê, basta voltar e olhar novamente com mais atenção.

Daí meu outro conflito, não há tempo para voltar e olhar novamente, com a escola nos moldes como se apresenta. Um ano letivo determinado em 200 dias não faz sentido, se o despertar aconteceu agora. Se o tempo aconteceu agora. Por que não seguir em frente? Por que fazer novamente? Por que não mudar, o que é preciso aprender? De acordo com os textos da história da educação é escola é uma reprodução maquinaria. Determinamos quem está apto ou não, minha pergunta é apto para que? Este meu aluno que reprovou sabe mais sobre aplicativos e tecnologia do que eu. Ele organizou todo meu celular em pastas, arquivos, programas que facilitariam a utilização do aparelho, mas não tinha o que era preciso para ser aprovado na escola, nota nas provas.

Este semestre ajudou-me a refletir sobre que tipo de professor quero ser, e que preciso mudar meu posicionamento frente ao ato de ensinar e aprender.

sábado, 19 de dezembro de 2015

MECANISMOS DE DEFESA

Este semestre, trouxe descobertas significativas para compreender melhor meus alunos através da disciplina de Psicologia I. Ao ler sobre Freud e os mecanismos de defesa, pude compreender algumas atitudes de meus alunos. Tenho uma aluna que não consegue se relacionar fazendo primeiro contato com outros colegas novos. Observei desde o início do ano esse comportamento nela, mas achei que era "coisa de adolescente". Após ler sobre os mecanismos defesa, percebi que na realidade ela estava se protegendo, através de uma formação reativa, ela tomava atitudes contrárias as que desejava. Magoava a outra pessoa ou não deixava ela se aproximar para se proteger, pois ela foi abandonada pela mãe, que a doou para outra família, separando-a de seu irmão gêmeo, que ficou com a mãe biológica.
Entendi que é uma forma dela não se magoar ou não ser deixada de lado. Aos poucos fui conversando com ela e a questionando sobre o porquê de suas atitudes hostis com pessoas que ela não conhecia ainda. Na escola, conversei com ela sobre essa questão tentando ajuda-la a superar essa dificuldade. Demonstrei os laços de amizades que havíamos construído ao longo do ano, e que essas amizades poderiam durar ou não, mas dependia dos rumos que tomassem nossas vidas, e só porque não vemos uma pessoa diariamente, não quer dizer que ela não goste de nós ou não seja mais nossa amiga.
Acredito que amenizei um pouco esse sentimento oposto que ela despendia as pessoas. Porém, ela precisará de mais auxílio para recuperar seus sentimentos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A música e o desenvolvimento educacional

Sempre levo meus alunos para passeios de estudo e cultural. Gostaria de relatar um pouco sobre o  passeio que fiz com meus alunos, a Porto Alegre, na Assembleia Legislativa, para que eles assistissem a "Série Concertos Legais", produzida pela OSPA, com regente Evandro Matté participação especial do "Cão Abelardo". Neste mesmo dia, fomos ao Santander Cultural, visitar a Bienal, ao barco Cisne Branco, fazer um passeio pelas ilhas do lago Guaíba.


Concerto:

Para minha surpresa, os alunos adoraram o concerto, foi muito gratificante ver o maestro interagindo com as crianças, juntamente com o Cão Abelardo e explicando todos os passos e instrumentos de um concerto. Eles adoraram. Espero poder levar mais alunos nos próximos anos. De acordo com os estudos realizados no semestre, observa-se o quanto é necessário inserir o aluno em contextos com novos desafios para interação e aprendizagem. As vivências são de extrema importância na construção do conhecimento.





Santander Cultural

Muitas pessoas acreditam que nos dias atuais para as classes populares, o importante é ensinar apenas português e matemática. Eu discordo deste pensamento, pois temos que tornar nossos alunos seres críticos, capazes de transformar a sociedade e até a si próprios. Na Bienal, os alunos tiveram contato com várias obras, e seu envolvimento foi surpreendente até para o guia, que afirmou não estar acostumado a tantas perguntas feitas por alunos. Incluindo comentários sobre a história do Rio Grande do Sul. Foi nítido ver em seus rostos o abalo, quando viram a obra sobre o esquartejamento de Tiradentes. Muitos disseram: "Sora quando tu contou pra gente, não imaginei que era assim tão triste!".

Cisne Branco

As crianças ficaram impressionadas de ver casas tão lindas construídas as margens das ilhas, pois muitos deles moram as margens do Rio Dos Sinos, em São Leopoldo. Comentei com eles que é normal à beira de rios, lagoas e lagos, grandes casas, porque  a água acaba se tornando uma forma de lazer para essas pessoas, como passeios de barco, lanchas, entre outros.


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Postagens de 2018/2

Mudar é preciso, evoluir faz parte da nossa condição humana As postagens realizadas neste último semestre, já estão vinculando prática ...